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BrasilAs Serras Guerreiras de Tapuruquara | Amazonas - MANIAKA
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Informações importantes

HISTÓRICO DO PROJETO 

Em  2013, a ACIR (Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas) iniciou a discussão sobre o desenvolvimento do turismo sustentável em sua área de abrangência, que envolve 13 comunidades das Terras Indígenas Médio Rio Negro I e Médio Rio Negro II, no Amazonas. A ideia foi uma resposta às constantes invasões de empresas de pesca esportiva na região.
Com a edição da Instrução Normativa (IN) Nº 3 de 3 de julho de 2015, a FUNAI regulamentou as atividades de visitação em terras indígenas. Em setembro de 2015, a FOIRN (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro) foi a primeira organização indígena a promover, em parceria com a FUNAI e o ISA (Instituto Socioambiental), um seminário sobre turismo em terra indígena, dentro da perspectiva de elaboração dos Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA).

Neste seminário, os representantes da ACIR apresentaram as ações já desenvolvidas ou que gostariam de desenvolver para estruturar o turismo sustentável em sua área de abrangência. Como resultado do planejamento construído, a FOIRN teve o apoio da FUNAI e do ISA para realizar, em abril de 2016, uma oficina na comunidade Cartucho, com a participação de representantes das comunidades Cartucho, Aruti, Uábada e Massarabi. Nela, foi aprofundada a discussão sobre a realização da atividade turística. Foram discutidos, também, os atrativos e as atividades com potencial de desenvolvimento na área de abrangência da ACIR, e destacou-se os benefícios diretos e indiretos da atividade, quando organizada de acordo com a IN da FUNAI: segurança, governança, repartição de benefícios e sustentabilidade da atividade. Em julho de 2016, ACIR, FOIRN, ISA e FUNAI organizaram mais uma oficina para o planejamento de atividades voltadas para o turismo.
A ACIR apresentou os resultados da consulta feita às comunidades em maio, com base no roteiro construído, e o ISA apresentou novos parceiros – a ONG Garupa e a UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos).
Nessa oportunidade, foi discutida a realização de uma Expedição Teste, cujo objetivo era que os parceiros especialistas em turismo pudessem avaliar a proposta das comunidades e ajudá-las na construção de um projeto e produto viáveis e seguros.
A ACIR, então, em setembro de 2016, fez uma nova viagem às 6 comunidades para informá-las e prepará-las para receber essa expedição.
Nela, foi aprofundada a discussão sobre a realização da atividade turística.
Foram discutidos, também, os atrativos e as atividades com potencial de desenvolvimento na área de abrangência da ACIR, e destacou-se os benefícios diretos e indiretos da atividade, quando organizada de acordo com a IN da FUNAI: segurança, governança, repartição de benefícios e sustentabilidade da atividade. Nos meses seguintes, a ACIR, com apoio da FOIRN, do ISA e da Garupa, organizou a “I Expedição Serras Guerreiras de Tapuruquara”, realizada em novembro de 2016.

Representantes do ISA, Garupa, UFSCAR, ICMBio e FUNAI visitaram, com lideranças da ACIR, cada uma das comunidades. Os objetivos eram conhecer seus atrativos e infraestrutura, balizar informações e conceitos sobre o turismo comunitário, conversar sobre as oportunidades e as possíveis ameaças ao projeto e pensar juntos tanto nos possíveis roteiros como no desenvolvimento do turismo local.
No mesmo mês, na assembleia da ACIR, foi feita uma avaliação da expedição-teste e discutidos ajustes para seguir com o projeto.
Houve consenso na escolha do nome “Serras Guerreiras de Tapuruquara”, para fazer referência à região e ao nome originário de Santa Isabel do Rio Negro: Tapuruquara. Entre 2017 e 2018, mais oito Expedições foram realizadas, e tiveram a participação de 67 viajantes. Elas geraram renda e ajudaram no resgate da cultura e da autoestima em cinco comunidades, impactando a vida de 495 moradores. 

INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS 

Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas - ACIR 
A Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas representa os interesses de 13 comunidades das Terras Indígenas Médio Rio Negro I e Médio Rio Negro II, no Amazonas, sendo elas Cartucho, Castanheiro, Uacara, Chile, Maricota, Boa Vista, Massarabi, São João II, Plano, Uabada II, Aruti, Areial, Abianai e sítios.

Seu objetivo é promover: i) ações que garantam o cumprimento dos direitos constitucionais assegurados aos povos indígenas; ii) ações que garantam o cumprimento dos direitos territoriais dos povos indígenas participantes da ACIR; iii) ações que tenham em vista os interesses da mulher, da juventude, da ‘‘melhor idade’’, da saúde, educação e sustentabilidade das comunidades indígenas associadas; e iv) fortalecer e ampliar as parcerias com entidades públicas e privadas que tenham fins semelhantes. 

Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro - FOIRN A associação civil sem fins lucrativos, vinculações partidárias ou religiosas, foi fundada em 1987 para defender os direitos dos povos indígenas que habitam a região do Rio Negro, no estado do Amazonas.

Compõe-se de 88 organizações de base, que representam as comunidades indígenas distribuídas ao longo dos principais rios formadores da bacia do Rio Negro. São cerca de 750 aldeias, onde habitam mais de 35 mil índios, pertencentes a 23 grupos étnicos diferentes, representantes das famílias linguísticas Tukano, Aruak e Maku, numa área de 108.000 km2 no Noroeste Amazônico brasileiro.
A FOIRN foi reconhecida como entidade de utilidade pública estadual pela Lei nº 1831/1987.  
Instituto Socioambiental - ISA Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), fundada em 1994 por pessoas com formação e experiência marcantes na luta por direitos sociais e ambientais, tem como objetivo defender bens e direitos coletivos e difusos, relativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural, aos direitos humanos e dos povos indígenas e tradicionais.

O ISA mantém em Manaus e em São Gabriel da Cachoeira sedes regionais do Programa Rio Negro, que se propõe a formular e criar condições para a implantação do programa regional de desenvolvimento indígena sustentável na Bacia do Rio Negro, em parceria com organizações indígenas locais, ONGs e instituições governamentais. Para isso, o ISA mantém também uma equipe permanente e uma rede de colaboradores associados que desenvolvem entre suas linhas de ação atividades nas áreas de pesquisa, documentação, mapeamento, educação, cultura e manejo sustentável de recursos naturais. 

Garupa A associação sem fins lucrativos se dedica a fazer do turismo sustentável uma ferramenta para a conservação da socio biodiversidade e para o desenvolvimento socioeconômico de localidades de alta relevância socioambiental no Brasil.

Atua no apoio a comunidades e iniciativas e na propagação dessa causa por meio da: divulgação de experiências sustentáveis brasileiras para um público amplo; realização de Expedições Garupa e consultorias para outras organizações ou empresas, a fim de desenvolver roteiros sustentáveis e/ou comunicar com eficiência esse tipo de produto turístico; promoção de articulação entre organizações que trabalham o turismo sustentável (ONGs, mercado, associações e governo); e trabalho com a mídia para esclarecimento e divulgação do tema.

RIO NEGRO: CONTEXTO 
A Bacia do Rio Negro é um território de alta diversidade socioambiental.

São 71 milhões de hectares compartilhados por quatro países – Brasil, Colômbia, Guiana e Venezuela – e habitados por 45 povos indígenas. 
Trata-se de um hotspot de diversidade biológica. Na região somam-se mais de 450 espécies de peixes identificadas, 40 delas endêmicas, sendo esta a base proteica da dieta tradicional, associada ao consumo dos produtos derivados da maniva (mandioca). São mais de 300 tipos de plantas cultivadas, entre elas 110 variedades de mandioca.

A diversidade de cultivares somada aos modos de produzir, de confeccionar os utensílios auxiliares da roça, cozinhar, ensinar e circular o conhecimento, conferiram ao Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro o título de patrimônio imaterial da Cultura Brasileira, reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/Ministério da Cultura) em 2010.

A diversidade de cultivares somada aos modos de produzir, de confeccionar os utensílios auxiliares da roça, cozinhar, ensinar e circular o conhecimento, conferir a mão Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro o título de patrimônio imaterial da Cultura Brasileira, reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/Ministério da Cultura) em 2010.
O Instituto Socioambiental (ISA) desenvolve há quase duas décadas atividades em conjunto com a rede de associações da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN). No âmbito dessas parcerias estão iniciativas de reconhecimento de direitos coletivos, pesquisas interculturais e valorização do conhecimento tradicional, estruturação de alternativas econômicas comunitárias, experiências de educação escolar indígena diferenciada, formação técnica e política das organizações e comunidades indígenas, além de processos participativos para construção de soluções para os problemas contemporâneos do lugar.

Atualmente os povos indígenas da região enfrentam desafios complexos para a gestão territorial e ambiental.
São conflitos geracionais, adensamento na ocupação territorial e, muitas vezes, migração para as zonas urbanas mais próximas. Enfrentam, ainda, as pressões e ameaças externas de narcotráfico e mineração, dificilmente fiscalizadas pelas precárias estruturas do Estado.

A Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial das Terras Indígenas (PNGATI), aprovada em 2012, tem como objetivo garantir e promover as iniciativas indígenas com vistas à proteção, à recuperação, à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais das terras e territórios.
É nesse contexto que se insere o Turismo de Base Comunitária Indígena – e o projeto Serras Guerreiras de Tapuruquara, em desenvolvimento em Santa Isabel do Rio Negro.

O objetivo é estruturar roteiros que conectem a população brasileira e mundial com os modos de vida dos povos indígenas, e que chame a atenção para a importância de apoiá-los na preservação de um patrimônio único: a Amazônia. Para os índios, esse modelo de turismo traz benefícios como a preservação de seu território e a qualidade de vida, e mostra-se como alternativa importante para que os jovens se mantenham nas comunidades. Além disso, colabora para impedir o desmatamento, a instalação de garimpos e o trabalho escravo, condições frequentes no dia a dia dos povos da floresta. 

ROTEIROS

Os dois tipos de roteiros foram criados a partir das atividades indicadas por cada comunidade. Ambos contemplam, no mínimo, a visita a 3 comunidades, garantindo assim a qualidade da imersão, da interação e da experiência em toda a viagem.
A divisão levou em conta também a logística de deslocamentos, o grau de dificuldade e o potencial perfil do viajante com interesses diferentes: mais aventura (roteiro Iwitera) ou mais cultura (roteiro Maniaka).

A hospedagem é realizada em alojamentos coletivos – é assim que os moradores costumam receber parentes e visitantes para festas e eventos culturais e políticos.

Em cada destino, uma estrutura foi preparada para que os novos hóspedes fiquem à vontade, como biombos para troca de roupa e banheiros ecológicos.
Dormir em rede e tomar banho de rio são parte da experiência, assim como os passeios em canoas tradicionais entre praias e ilhas, as trilhas na mata (orientadas pelo modo indígena de se relacionar com o ambiente) e as subidas de serra explorando paisagens inacreditáveis.

A imersão cultural inclui festas, danças e rituais, além de conhecimentos tradicionais de agricultura, o cultivo na floresta, o modo de preparar farinha, beiju e outros pratos típicos, a confecção de artefatos e utensílios de fibra e cerâmica e as histórias e mitos que explicam os significados de cada processo.

Os roteiros contemplam: 

• Passeios pelo rio em canoas tradicionais, navegação e remadas em torno de praias e ilhas, com as narrativas desses lugares sagrados.
• Trilhas na mata orientadas pelo modo indígena de se relacionar com o ambiente, respeitando o preparo e a forma adequada para explorar esses espaços. • Subidas nas serras, conhecendo histórias e mitos sobre a origem dessas formações e imersão nos conhecimentos tradicionais de agricultura
• Saberes sobre o cultivo na floresta e o modo de preparar farinha, beiju e outros pratos - Oficinas sobre a prática de confecção de artefatos e utensílios de fibra e cerâmica.
• Apresentações do ritual de troca Dabucuri, da dança Mawako e a festa da Mandioca, criada para promover o resgate da língua materna num processo de valorização cultural e fortalecimento da autonomia e governança dos povos indígenas sobre seu território.

COMUNIDADES VISITADAS ROTEIRO IWITERA – Mais aventura!

Comunidade Boa Vista: formada por 22 famílias (92 moradores) das etnias Kuyawí e Baré.

Principais experiências:
Festa do Dabucuri, prática cultural com tecidos de Arumã e canoada. 
Comunidade Uábada II: formada por 24 famílias (80 moradores) das etnias Baré, Piratapuya, Desana, Tukano e Tariana. Principais

Experiências:
Cachoeiras Sagradas e Serra do Yacawení. 
Comunidade Cartucho: formada por 42 famílias (214 moradores) das etnias Baré, Baniwa e Tukano.
Principais Experiências: Serra do Jacuraru, Serra do Tapira, Estradas de Seringa, Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (Patrimônio Cultural do Brasil) e Festa da Maniaka Murasi (mandioca). 

ROTEIRO MANIAKA - Mais cultura!

Comunidade Cartucho (é a única que recebe turistas nos dois roteiros – as famílias revezam-se no atendimento aos grupos)
Comunidade Tayaçu (São João II): formada por 7 famílias (48 moradores) das etnias Baré, Desana e Tariana.

Principais experiências:
Serra do Traira, prática cultural com cerâmica e Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (Patrimônio Cultural do Brasil). 

Comunidade Aruti:
formada por 15 famílias (61 pessoas) das etnias Baré, Tukano e Dow.

Principais experiências:
canoada, prática cultural com tecidos de Arumã, Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (Patrimônio Cultural do Brasil) e Dança Mawako. 

OPERAÇÃO 

A execução das expedições experimentais e a estruturação da iniciativa seguem por meio da parceria entre a Garupa, o ISA, a ACIR e a FOIRN.
Nesse processo, os recursos gerados pelo próprio turismo são utilizados para a continuidade às capacitações, avaliações e ajustes no projeto.

O objetivo é garantir a qualificação permanente da diretoria da ACIR, para que gradativamente ela possa assumir a gestão geral e a coordenação logística das viagens. Por enquanto, a operação é realizada pela Garupa com o apoio do ISA, que tem total conhecimento da região: logística (cálculos de distâncias/combustível necessário/ distribuição de insumos), comunidades, lideranças, fornecedores locais.

A GARUPA NA PREPARAÇÃO DAS VIAGENS

Logística: cotação, reservas, contratação e pagamento de todos os prestadores de serviços necessários para as expedições: Barco Gênesis, MAP, Empresa de fretamento aéreo, transportadores locais (van, taxis), hospedagem e alimentação nas cidades, locação de telefone de satélite, seguro de viagem. 

Gerenciamento de riscos: elaboração do programa de gerenciamento de riscos, atualização de informações sobre atendimento nos hospitais, contato prévio com médicos disponíveis em Santa Isabel do Rio Negro e/ou São Gabriel da Cachoeira na semana da viagem, identificação de médico disponível para atendimento telefônico, comunicação com empresa aérea habilitada para pronta operação de resgate em caso de emergência, etc.

Leia mais em PLANO DE GESTÃO DE RISCOS. 


Identificação dos viajantes aptos:
elaboração de formulário de pré-inscrição, entrevista, avaliação e seleção dos pré-inscritos com o perfil mais adequado, atendimento para tirar dúvidas, envio de material de apoio e documentos para formalização da participação, gestão do recebimento da documentação e comunicação permanente. 
Documentação dos viajantes: organização das informações dos viajantes e da documentação necessária (comprovante de vacinação, atestado médico e termos de responsabilidade e saúde assinados). Envio para ACIR/FUNAI/ICMBIO, acompanhamento do processo de registro ou autorização. Programação: Na semana anterior ou na chegada, o facilitador Garupa repassa com o coordenador da ACIR e/ou o coordenador de turismo da comunidade visitada a programação prevista, para um planejamento conjunto de adequações necessárias considerando o clima, as condições do rio, o perfil e o ritmo do grupo. 

O FACILITADOR GARUPA NAS VIAGENS Todas as viagens são realizadas com o acompanhamento de um facilitador da Garupa com experiência nos roteiros e em condução de grupos, um coordenador da ACIR, e um piloteiro/monitor da comunidade visitada.
O facilitador Garupa recebe o grupo em Manaus, coordena a logística junto ao representante da ACIR e garante o bem-estar dos viajantes e a harmônica interação com as comunidades. Suas principais funções durante a viagem:
- Orientar os viajantes para que se preparem para as atividades com roupa adequada e indicar o que eles precisam levar em cada tipo de passeio. - Garantir o bem-estar dos viajantes individualmente e do grupo como um todo.
- Proporcionar interação e incentivar as pessoas da comunidade a oferecer informações aos viajantes sobre o contexto da criação da terra indígena, seu modo de vida e cultura.
- Propiciar momentos de troca, para que os viajantes também compartilhem um pouco da sua experiência de vida.
- Estar atento à participação e entendimento dos viajantes: se há dúvidas, se estão à vontade para fazer perguntas.
- Aproveitar oportunidades para conversar com os monitores das atividades e coordenadores de turismo para ver se há dúvidas na realização do trabalho. 

PLANO DE GESTÃO DE RISCOS 

No planejamento das expedições foi elaborado um plano de gerenciamento de riscos. As comunidades contam com um agente de saúde, mas não dispõem necessariamente de medicamentos e materiais para curativos no caso de primeiros socorros.

O coordenador de cada expedição é responsável por levar um kit de primeiros socorros completo, com materiais para sutura, imobilização e medicamentos para reações alérgicas, infecções, torções, inflamações e mal-estar, entre outros. Médicos, enfermeiros e especialistas em sobrevivência na selva foram consultados para indicar o kit mais adequado para casos de emergência nas terras indígenas.

Além disso, a cada expedição, um médico de Santa Isabel do Rio Negro é contatado para que fique em alerta e atenda algum chamado do grupo (por meio do telefone de satélite) para orientar sobre procedimentos adequados e melhor destino para o deslocamento, em função da emergência ocorrida.

Para agilizar uma possível necessidade de remoção ou resgate, as coordenadas georreferenciadas das comunidades e dos principais atrativos visitados são fornecidas ao coordenador geral do grupo e ao coordenador que fica a distância. 

A empresa aérea que atende as expedições também tem acesso a essas informações georreferenciadas e será acessada para enviar uma aeronave no caso de necessidade de traslado urgente para hospital em Manaus. 

O seguro de viagem contratado para os viajantes e equipe cobre o valor deste deslocamento em caso de emergência. 
Antes de cada viagem, o coordenador atualiza a lista de contatos para caso de emergência, contato de farmácia, consulta aos hospitais para saber a disponibilidade de soro antiofídico na semana da expedição, de plantão de médicos especialistas, garantindo ter sempre a informação atualizada para facilitar na tomada de decisão em caso de necessidade.
Ele também reúne informações como a presença ou não de agentes de saúde nas comunidades e a disponibilidade de uma voadeira de apoio (da ACIR ou de parceiro) para pronto transporte a um hospital em caso de emergência. 
Os viajantes são orientados no Guia do Viajante a levar seu próprio kit de primeiros socorros.

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