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Minas GeraisCAPIVARI – Turismo de Vilarejo e de Base Comunitária
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Desde1999Preço por pessoa: CAPIVARI – Turismo de Vilarejo e de Base ComunitáriaDisponibilidade: Há Vagas
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CAPIVARI – Turismo de Vilarejo e de Base Comunitária
(Texto – Luciana Masson)

 “Desenvolvimento Territorial pode ser  compreendido como ativação do potencial de desenvolvimento socioeconômico local  sem comprometer os recursos para as gerações futuras.”
(SEBRAE, 2010)

1.APRESENTAÇÃO Seguindo  a tendência mundial de valorização do meio ambiente, a década de 80 foi  marcada pelo início da utilização do turismo como ferramenta estratégica, para  reduzir a pobreza no mundo e em diversas localidades do Brasil. Contexto no  qual, se iniciaram os processos de desenvolvimento e implantação do Ecoturismo  e do Turismo de Base  Comunitária. Desde então há diversas iniciativas de norte  a  sul do Brasil, reconhecidas, inclusive, pelo Ministério do Turismo.
Integrando  o universo das Práticas Sustentáveis do Turismo, está o Turismo de BaseComunitária, trabalhado sob a perspectiva do desenvolvimento local eterritorial, tendo como princípio básico a melhoria da condição de vida daspessoas que residem em regiões onde, via de regra, existem muitos desafios  quanto à prosperidade e ao pleno desenvolvimento.

O Turismo de Base Comunitária se insere para além do conteúdo  econômico e social, pois o desenvolvimento e a valorização da cultura local  constituem-se como parâmetros, não no sentido de sua importância na  configuração de um “produto” de mercado, mas com o objetivo de afirmação de  identidades e pertencimento. Assim, a condição para o Turismo de Base  Comunitária é o “encontro” entre identidades, no sentido de compartilhamento e  aprendizagem mútua.
Este  tipo de organização e oferta do produto turístico possui elementos comuns, como  a busca da construção de um modelo alternativo de desenvolvimento turístico,baseado na autogestão, no associativismo, na valorização da cultura local e,principalmente, no protagonismo das comunidades locais, visando à apropriação,por parte destas, dos benefícios advindos do desenvolvimento do setor.

Ententemos que o Turismo de Base Comunitária talvez possa representar um  excelente “laboratório” de construção de novas realidades e transformação  social, desde que, trabalhado de forma ética, perene e humanizada.

O  produto turístico de base comunitária se diferencia por incorporar o modo de  viver e de representar o mundo da comunidade anfitriã. Desta forma, prevê nasua essência um intercâmbio cultural com a oferta dos produtos e serviços  turísticos, em que há oportunidade para o visitante vivenciar uma cultura  diferente da sua, e à comunidade local, de se beneficiar com as oportunidades  econômicas geradas e também pelo intercâmbio cultural.

À  luz do histórico, de pesquisas e diagnósticos no Vilarejo de Capivari,identificamos dentre as possibilidades do Turismo de Base Comunitária, a introdução  do “Turismo de Vilarejo”, como  oportunidade no desenvolvimento do Projeto de Estruturação Turísticas no Estado  Minas  Gerais.

Para  a OMT (Organização Mundial do Turismo, 2003), o “Turismo de Vilarejo envolve a prática de hospedagem de  estilo local em vilarejos tradicionais ou próximo a esses vilarejos, onde os  turistas permaneçam, comam pratos típicos da região e observem ou participem deatividades  do  local. As instalações são construídas, administradas e de  propriedade dos habitantes do vilarejo, que também oferecem refeições(culinária local) e outros serviços turísticos. Os habitantes do vilarejo  recebem diretamente os benefícios do turismo, e os turistas aprendem sobre o  estilo de vida local, suas tradições, artes, artesanato e atividades  econômicas.” ·.·

Neste  sentido, percebe-se que “no plano global, novas tendências tem marcado  também a “ressignificação” do turismo, como, por exemplo, uma mudança sutil no  perfil de turistas, conectados progressivamente com os temas da  responsabilidade social e ambiental, o que passou a influenciar operadoras e  agências internacionais, que, por sua vez, buscaram dar maior visibilidade adestinos turísticos menos convencionais, mas capazes de viabilizar novas  experiências e descobertas para um “cidadão global”, em busca de oportunidadesde vivências e aprendizagens, para além do “cardápio” de opções disponíveis. ”(RVING,209. p. 109).

O  perfil do turista desejado para iniciativas do Turismo de Base Comunitária, certamente não se ilustra pelo perfil  convencional do turismo de massa, uma vez que no encontro ele é também  protagonista, o que implica como condição para que isso aconteça, uma postura  disponível e ativa em busca de conhecimento da realidade local e o seu  compromisso com o que pode gerar impactos positivos nesta relação. Tornando  este turismo, e consequentemente este turista, um “agente de transformação”para aquela determinada comunidade.

2.O CASE DA OPERADORA ANDARILHO DA LUZ A  operadora de turismo mineira, Andarilho da Luz, é uma referência ímpar na  pratica do Turismo de Vilarejo. Desde 1999, realiza o programa de  Turismo de  Vilarejo em Capivari, Alto Jequitinhonha, entre as cidades do Serro e  Diamantina.

O  Vilarejo O CASE DA OPERADORA ANDARILHO DA LUZ A operadora de turismo mineira, Andarilho da Luz, é uma  referência  ímpar na pratica do Turismo de Vilarejo. Desde 1999, realiza o  programa de Turismo de Vilarejo em Capivari, Alto Jequitinhonha, entre ascidades do Serro e Diamantina. O Vilarejo de Capivari, localizado no entorno do Parque  Estadual do Pico do Itambé, no município do Serro, possui cerca de 600  habitantes e 112 famílias e é conhecido pelas suas belezas naturais e pelapeculiaridade da cultura local.

O vilarejo do século XVIII, localizado na Serrado Espinhaço, um ecossistema decretado Reserva da Biosfera pela UNESCO. Além disso,Capivari se abriga em uma região de divisa de duas importantes  baciasgeográficas, a do Rio Doce e a do Rio Jequitinhonha.
Um vilarejo que encanta os seus visitantes pela riquezadas belezas naturais presentes nas suas majestosas cachoeiras e trilhas que  cortam os rústicos e preservados campos rupestres da Serra do Espinhaço.

O  clima bucólico é realçado pelas casas simples, com quintais floridos e sempre  gramados.
Em entrevista à Revista Sagarana, um dos diretores da  operadora, Marcus Pavani, disse que “O modelo de gestão se difere do  convencional por incentivar a autonomia da comunidade na formulação de planos  estratégicos durante a execução do projeto.

Os habitantes, que abrem as suas  casas para os turistas, são os responsáveis pelo sucesso do empreendimento,pautado em valores essenciais como a simplicidade e o contato direto com as  pessoas e a natureza.

Os traços rústicos e originais da cultura popular, em  Capivari, serviram de inspiração para implantar o Turismo de Vilarejo no local.Entre os benefícios da iniciativa estão o pagamento imediato dos proventos ao  proprietário associado e a valorização do roteiro, destacado pela vivência mais  autêntica oferecida aos viajantes.”

Ao abrir as portas de casa para os visitantes, as famílias  aumentam renda e qualidade de vida, além de proporcionar a quem chega, uma  oportunidade de vivenciar seus costumes da prosa na beira do fogão a lenha ao  contato direto com a natureza.

Dentre os principais benefícios da prática do Turismo de Vilarejo em Capivari,destacam-se:

• Levar renda para a comunidade, gerando impacto positivo  ambiental, social e econômico;

• Conhecer uma proposta pioneira turismo de base comunitária  em Minas Gerais;

• Dormir em casa de moradores locais, trocando experiência e  vivendo o dia a dia da comunidade;

• Comer as delícias mineiras preparadas com muito amor,carinho e originalidade;

• Tomar café da manhã com deliciosas quitandas, rosquinhas,biscoitos de goma, sem deixar de falar no tradicional queijo do Serro;

• Trocar aquela prosa com os anfitriões;

• Caminhar e conhecer maravilhosas cachoeiras no entorno de  Capivari;

• Uma experiência para saber respeitar os costumes da  comunidade, adaptar-se a simplicidade e interagir com as pessoas;

• Sentir a verdadeira sensação  de  liberdade, num lugar onde crianças brincam, correm e se divertem!

Ao longo de 21 anos, a Operadora Andarilho da Luz coleciona experiências  valiosas no desenvolvimento e acompanhamento da Comunidade de Capivari e  outras comunidades da região do Alto Jequitinhonha (Circuito dos Diamantes),como Alecrim, São João da Chapada e Cuiabá de Minas.

Sendo assim, a experiência da Operadora Andarilho da Luz  poderá ser definida como fonte inspiração e transferência de metodologia, para  a implantação do Turismo de Vilarejo em outras localidades, compartilhando  os  pontos de paridade, bem como os desafios a serem enfrentados ao longo do  processo.

“As pousadas domiciliares são as portas de entrada de uma comunidade. A  essência do conceito, ou seja, a relação mais humana entre o visitante e os  moradores, é o segredo para o sucesso da experiência”. (Marcus  Pavani).

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