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INTRODUÇÃO

Minas Gerais

CAPIVARI – Turismo de Vilarejo e de Base Comunitária

Duração: Desde
Periodo: 18/02/2016 a 31/12/2020
Preço por pessoa: CAPIVARI – Turismo de Vilarejo e de Base Comunitária
Disponibilidade: Há vagas

CAPIVARI – Turismo de Vilarejo e de Base Comunitária
(Texto – Luciana Masson)

 “Desenvolvimento Territorial pode ser  compreendido como ativação do potencial de desenvolvimento socioeconômico local  sem comprometer os recursos para as gerações futuras.”
(SEBRAE, 2010)

1. APRESENTAÇÃO Seguindo  a tendência mundial de valorização do meio ambiente, a década de 80 foi  marcada pelo início da utilização do turismo como ferramenta estratégica, para  reduzir a pobreza no mundo e em diversas localidades do Brasil. Contexto no  qual, se iniciaram os processos de desenvolvimento e implantação do Ecoturismo  e do Turismo de Base  Comunitária. Desde então há diversas iniciativas de norte  a  sul do Brasil, reconhecidas, inclusive, pelo Ministério do Turismo.
Integrando  o universo das Práticas Sustentáveis do Turismo, está o Turismo de Base Comunitária, trabalhado sob a perspectiva do desenvolvimento local e territorial, tendo como princípio básico a melhoria da condição de vida das pessoas que residem em regiões onde, via de regra, existem muitos desafios  quanto à prosperidade e ao pleno desenvolvimento.

O Turismo de Base Comunitária se insere para além do conteúdo  econômico e social, pois o desenvolvimento e a valorização da cultura local  constituem-se como parâmetros, não no sentido de sua importância na  configuração de um “produto” de mercado, mas com o objetivo de afirmação de  identidades e pertencimento. Assim, a condição para o Turismo de Base  Comunitária é o “encontro” entre identidades, no sentido de compartilhamento e  aprendizagem mútua.
Este  tipo de organização e oferta do produto turístico possui elementos comuns, como  a busca da construção de um modelo alternativo de desenvolvimento turístico, baseado na autogestão, no associativismo, na valorização da cultura local e, principalmente, no protagonismo das comunidades locais, visando à apropriação, por parte destas, dos benefícios advindos do desenvolvimento do setor.

Ententemos que o Turismo de Base Comunitária talvez possa representar um  excelente “laboratório” de construção de novas realidades e transformação  social, desde que, trabalhado de forma ética, perene e humanizada.

O  produto turístico de base comunitária se diferencia por incorporar o modo de  viver e de representar o mundo da comunidade anfitriã. Desta forma, prevê na sua essência um intercâmbio cultural com a oferta dos produtos e serviços  turísticos, em que há oportunidade para o visitante vivenciar uma cultura  diferente da sua, e à comunidade local, de se beneficiar com as oportunidades  econômicas geradas e também pelo intercâmbio cultural.

À  luz do histórico, de pesquisas e diagnósticos no Vilarejo de Capivari, identificamos dentre as possibilidades do Turismo de Base Comunitária, a introdução  do “Turismo de Vilarejo”, como  oportunidade no desenvolvimento do Projeto de Estruturação Turísticas no Estado  Minas  Gerais.

Para  a OMT (Organização Mundial do Turismo, 2003), o “Turismo de Vilarejo envolve a prática de hospedagem de  estilo local em vilarejos tradicionais ou próximo a esses vilarejos, onde os  turistas permaneçam, comam pratos típicos da região e observem ou participem de atividades  do  local. As instalações são construídas, administradas e de  propriedade dos habitantes do vilarejo, que também oferecem refeições (culinária local) e outros serviços turísticos. Os habitantes do vilarejo  recebem diretamente os benefícios do turismo, e os turistas aprendem sobre o  estilo de vida local, suas tradições, artes, artesanato e atividades  econômicas.” ·.·

Neste  sentido, percebe-se que “no plano global, novas tendências tem marcado  também a “ressignificação” do turismo, como, por exemplo, uma mudança sutil no  perfil de turistas, conectados progressivamente com os temas da  responsabilidade social e ambiental, o que passou a influenciar operadoras e  agências internacionais, que, por sua vez, buscaram dar maior visibilidade a destinos turísticos menos convencionais, mas capazes de viabilizar novas  experiências e descobertas para um “cidadão global”, em busca de oportunidades de vivências e aprendizagens, para além do “cardápio” de opções disponíveis. ”(RVING, 209. p. 109).

O  perfil do turista desejado para iniciativas do Turismo de Base Comunitária, certamente não se ilustra pelo perfil  convencional do turismo de massa, uma vez que no encontro ele é também  protagonista, o que implica como condição para que isso aconteça, uma postura  disponível e ativa em busca de conhecimento da realidade local e o seu  compromisso com o que pode gerar impactos positivos nesta relação. Tornando  este turismo, e consequentemente este turista, um “agente de transformação” para aquela determinada comunidade.

2. O CASE DA OPERADORA ANDARILHO DA LUZ A  operadora de turismo mineira, Andarilho da Luz, é uma referência ímpar na  pratica do Turismo de Vilarejo. Desde 1999, realiza o programa de  Turismo de  Vilarejo em Capivari, Alto Jequitinhonha, entre as cidades do Serro e  Diamantina.

O  Vilarejo O CASE DA OPERADORA ANDARILHO DA LUZ A operadora de turismo mineira, Andarilho da Luz, é uma  referência  ímpar na pratica do Turismo de Vilarejo. Desde 1999, realiza o  programa de Turismo de Vilarejo em Capivari, Alto Jequitinhonha, entre as cidades do Serro e Diamantina. O Vilarejo de Capivari, localizado no entorno do Parque  Estadual do Pico do Itambé, no município do Serro, possui cerca de 600  habitantes e 112 famílias e é conhecido pelas suas belezas naturais e pela peculiaridade da cultura local.

O vilarejo do século XVIII, localizado na Serra do Espinhaço, um ecossistema decretado Reserva da Biosfera pela UNESCO. Além disso, Capivari se abriga em uma região de divisa de duas importantes  bacias geográficas, a do Rio Doce e a do Rio Jequitinhonha.
Um vilarejo que encanta os seus visitantes pela riqueza das belezas naturais presentes nas suas majestosas cachoeiras e trilhas que  cortam os rústicos e preservados campos rupestres da Serra do Espinhaço.

O  clima bucólico é realçado pelas casas simples, com quintais floridos e sempre  gramados.
Em entrevista à Revista Sagarana, um dos diretores da  operadora, Marcus Pavani, disse que “O modelo de gestão se difere do  convencional por incentivar a autonomia da comunidade na formulação de planos  estratégicos durante a execução do projeto.

Os habitantes, que abrem as suas  casas para os turistas, são os responsáveis pelo sucesso do empreendimento, pautado em valores essenciais como a simplicidade e o contato direto com as  pessoas e a natureza.

Os traços rústicos e originais da cultura popular, em  Capivari, serviram de inspiração para implantar o Turismo de Vilarejo no local. Entre os benefícios da iniciativa estão o pagamento imediato dos proventos ao  proprietário associado e a valorização do roteiro, destacado pela vivência mais  autêntica oferecida aos viajantes.”

Ao abrir as portas de casa para os visitantes, as famílias  aumentam renda e qualidade de vida, além de proporcionar a quem chega, uma  oportunidade de vivenciar seus costumes da prosa na beira do fogão a lenha ao  contato direto com a natureza.

Dentre os principais benefícios da prática do Turismo de Vilarejo em Capivari, destacam-se:

• Levar renda para a comunidade, gerando impacto positivo  ambiental, social e econômico;

• Conhecer uma proposta pioneira turismo de base comunitária  em Minas Gerais;

• Dormir em casa de moradores locais, trocando experiência e  vivendo o dia a dia da comunidade;

• Comer as delícias mineiras preparadas com muito amor, carinho e originalidade;

• Tomar café da manhã com deliciosas quitandas, rosquinhas, biscoitos de goma, sem deixar de falar no tradicional queijo do Serro;

• Trocar aquela prosa com os anfitriões;

• Caminhar e conhecer maravilhosas cachoeiras no entorno de  Capivari;

• Uma experiência para saber respeitar os costumes da  comunidade, adaptar-se a simplicidade e interagir com as pessoas;

• Sentir a verdadeira sensação  de  liberdade, num lugar onde crianças brincam, correm e se divertem!

Ao longo de 21 anos, a Operadora Andarilho da Luz coleciona experiências  valiosas no desenvolvimento e acompanhamento da Comunidade de Capivari e  outras comunidades da região do Alto Jequitinhonha (Circuito dos Diamantes), como Alecrim, São João da Chapada e Cuiabá de Minas.

Sendo assim, a experiência da Operadora Andarilho da Luz  poderá ser definida como fonte inspiração e transferência de metodologia, para  a implantação do Turismo de Vilarejo em outras localidades, compartilhando  os  pontos de paridade, bem como os desafios a serem enfrentados ao longo do  processo.

“As pousadas domiciliares são as portas de entrada de uma comunidade. A  essência do conceito, ou seja, a relação mais humana entre o visitante e os  moradores, é o segredo para o sucesso da experiência”. (Marcus  Pavani).